Domingo, Setembro 14, 2008
Dia do Diploma
O governo de José Sócrates está de parabéns pela sua recente iniciativa. Além do reconhecimento do esforço dos alunos que terminam o 12º ano, houve uma notável inovação: um prémio de mérito de 500 Euros.
Eis aqui a prova de que a Esquerda, quando quer, consegue superar completamente a Direita.
Vejamos que ideias e projectos saem da nova cúpula do PSD para enfrentar este incansável Primeiro-Ministro que, citando Paulo Rangel, "... é como o actual poder russo: é mais fraco do que ele próprio pensa mas mais forte do que muitos adversários supõem. Parece ser mais forte do que é, mas na verdade também não pode ser subestimado."
RM
Eis aqui a prova de que a Esquerda, quando quer, consegue superar completamente a Direita.
Vejamos que ideias e projectos saem da nova cúpula do PSD para enfrentar este incansável Primeiro-Ministro que, citando Paulo Rangel, "... é como o actual poder russo: é mais fraco do que ele próprio pensa mas mais forte do que muitos adversários supõem. Parece ser mais forte do que é, mas na verdade também não pode ser subestimado."
RM
Sexta-feira, Junho 27, 2008
Google books
Só recentemente me dei conta do interessante espólio cultural do google books. Autores como Shakespeare, Jack London ou Cormack Mccarthy tornaram-se bastante acessíveis aos internautas, sendo permitida a visualização de excertos mais ou menos longos de excelentes obras literárias.
O difícil está na escolha. Divirtam-se!
RM
O difícil está na escolha. Divirtam-se!
RM
Sábado, Maio 17, 2008
A hora dos justos (II)
António Borges, mandatário de Manuela Ferreira Leite para o Distrito de Portalegre, apresentou a candidata à presidência do partido numa sessão de esclarecimento dos militantes.
RM
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Domingo, Maio 04, 2008
A hora dos justos
As sondagens vieram confirmar o que todos já sabíamos: Manuela Ferreira Leite é a candidata que mais qualidades possui para enfrentar Sócrates em 2009.
O PSD tem nela a melhor hipótese de emergir do lodo em que se tem atolado desde 2004.
Há muito tempo que não seguia com tanto interesse umas eleições internas de um partido político. Estes momentos de requalificação e esperança são sempre importantes. Veremos se os militantes do PSD lhe darão a vitória a 31 de Maio.
RM
O PSD tem nela a melhor hipótese de emergir do lodo em que se tem atolado desde 2004.
Há muito tempo que não seguia com tanto interesse umas eleições internas de um partido político. Estes momentos de requalificação e esperança são sempre importantes. Veremos se os militantes do PSD lhe darão a vitória a 31 de Maio.
RM
Quinta-feira, Maio 01, 2008
Deadwood
O meu irmão teve a brilhante ideia de me oferecer a primeira série de Deadwood em DVD. Tínhamos falado recentemente sobre as espectaculares produções televisivas americanas desta última década: séries de grande qualidade que estimulam a nossa imaginação e nos permitem pensar de forma diferente sobre a vida e o mundo.
Deadwood é uma delas. Mais do que retratar o velho Oeste, retrata os conflitos que surgem em nome do poder e em nome da paixão. O argumento é excelente, permitindo-nos apreciar a psicologia de cada personagem, interpretada de forma brilhante por um dos elementos do elenco. Fiquei maravilhado ao conhecer estes actores pela primeira vez! Ian McShane desempenha um papel assombroso. É um verdadeiro gigante na sua arte e os meus olhos brilham de cada vez que a sua personagem surge no ecran e a sua voz única se faz ouvir.
Cada vez que termina um episódio faço uma reflexão, procurando estabelecer paralelismos entre os conflitos abordados na série e os desafios que tenho enfrentado no último ano. Neste sentido, o terceiro episódio "Reconnoitering the Rim" é a metáfora perfeita das batalhas em que tenho combatido nos últimos dezasseis meses.
RM
Deadwood é uma delas. Mais do que retratar o velho Oeste, retrata os conflitos que surgem em nome do poder e em nome da paixão. O argumento é excelente, permitindo-nos apreciar a psicologia de cada personagem, interpretada de forma brilhante por um dos elementos do elenco. Fiquei maravilhado ao conhecer estes actores pela primeira vez! Ian McShane desempenha um papel assombroso. É um verdadeiro gigante na sua arte e os meus olhos brilham de cada vez que a sua personagem surge no ecran e a sua voz única se faz ouvir.
Cada vez que termina um episódio faço uma reflexão, procurando estabelecer paralelismos entre os conflitos abordados na série e os desafios que tenho enfrentado no último ano. Neste sentido, o terceiro episódio "Reconnoitering the Rim" é a metáfora perfeita das batalhas em que tenho combatido nos últimos dezasseis meses.
RM
Quinta-feira, Abril 17, 2008
Será desta?
"Os resultados são medíocres". É assim que António Borges faz o balanço do governo Sócrates. Estas afirmações de um dos melhores economistas nacionais indicam a importância de recuperar a credibilidade do PSD, que se tem atolado sem parar desde que Durão Barroso abandonou o país à sua triste sorte em 2004.
Estou muito entusiasmado com a possibilidade de António Borges desempenhar um papel de grande relevo na política portuguesa. O país precisa dos melhores, sobretudo quando se trata de alguém que acredita nas nossas capacidades colectivas para vencer todas as adversidades. Ah, mas desengane-se quem pense que isso se vai conseguir sem trabalho nem sacrifícios... olho para ele e vejo ali o fim definitivo do PREC, cujo espírito de preguiça, desmazelo e incompetência ainda impera na nossa sociedade. Vejo também o fim do Estado como elemento dominador e esmagador da economia, abrindo-se espaço para a capacidade individual ou colectiva de arriscar, para uma vida mais livre e para um povo que se orgulhe de si próprio.
Em 2002 (ou início de 2003) assisti a uma notável entrevista que lhe foi feita pela jornalista Maria João Avillez. Nos meses que se seguiram, fiquei desiludido com o seu afastamento da linha da frente, durante o governo Barroso, a propósito do qual Marcelo Rebelo de Sousa afirmou maldosamente: "Quem [Durão Barroso] não tem cão [António Borges] caça com gato [Manuela Ferreira Leite]!"
Será desta que chega a hora de António Borges? Espero que sim, pois o país bem precisa dele, e ninguém mais do que ele confia no futuro de Portugal.
RM
Estou muito entusiasmado com a possibilidade de António Borges desempenhar um papel de grande relevo na política portuguesa. O país precisa dos melhores, sobretudo quando se trata de alguém que acredita nas nossas capacidades colectivas para vencer todas as adversidades. Ah, mas desengane-se quem pense que isso se vai conseguir sem trabalho nem sacrifícios... olho para ele e vejo ali o fim definitivo do PREC, cujo espírito de preguiça, desmazelo e incompetência ainda impera na nossa sociedade. Vejo também o fim do Estado como elemento dominador e esmagador da economia, abrindo-se espaço para a capacidade individual ou colectiva de arriscar, para uma vida mais livre e para um povo que se orgulhe de si próprio.
Em 2002 (ou início de 2003) assisti a uma notável entrevista que lhe foi feita pela jornalista Maria João Avillez. Nos meses que se seguiram, fiquei desiludido com o seu afastamento da linha da frente, durante o governo Barroso, a propósito do qual Marcelo Rebelo de Sousa afirmou maldosamente: "Quem [Durão Barroso] não tem cão [António Borges] caça com gato [Manuela Ferreira Leite]!"
Será desta que chega a hora de António Borges? Espero que sim, pois o país bem precisa dele, e ninguém mais do que ele confia no futuro de Portugal.
RM
Segunda-feira, Março 10, 2008
Interiores burgueses
Faço agora uma viagem no tempo até Outubro de 2007, quando parti para Estrasburgo. A viagem excedeu as minhas expectativas. Durante três semanas maravilhosas, fui o filho adoptivo de uma civilização superior.
Fui recebido com toda a hospitalidade por uma família de acolhimento. O ambiente confortável da casa, o elevado nível de educação das pessoas que me rodeavam e a partilha constante de histórias e experiências de vida durante os serões, deram-me uma sensação de felicidade como já não sentia há muito.
Como neste mundo não há almoços grátis, pude constatar que todos tinham ali chegado com sacrifícios e determinação. O meu estágio intenso na cidade, que me obrigava a sair cedo de casa e a chegar tarde, contribuiu para me sentir bem integrado nesse ambiente de pessoas activas e responsáveis.
A solidez dos valores familiares ali presentes era espantosa. Mesmo entre nós, os inquilinos, reparei que tínhamos como eixo central da existência as nossas queridas famílias. Contávamos as tradições de cada casa, conhecíamos novas realidades, enfim, éramos um grupo fraterno de seres humanos.
A aprendizagem técnica durante os dias de estágio foi muito importante. À medida que o final se aproximava, senti a necessidade vital de regressar. Foi com enorme alegria que recebi, na última semana, dois convites: um da parte da família, que pôs a casa à minha disposição; o outro da parte dos meus colegas que me proporcionaram uma excelente formação e me aconselharam a voltar a França para um internato de um ano. O carinho demonstrado por todos comoveu-me. Há muito tempo que não me sentia tão bem.
RM
Fui recebido com toda a hospitalidade por uma família de acolhimento. O ambiente confortável da casa, o elevado nível de educação das pessoas que me rodeavam e a partilha constante de histórias e experiências de vida durante os serões, deram-me uma sensação de felicidade como já não sentia há muito.
Como neste mundo não há almoços grátis, pude constatar que todos tinham ali chegado com sacrifícios e determinação. O meu estágio intenso na cidade, que me obrigava a sair cedo de casa e a chegar tarde, contribuiu para me sentir bem integrado nesse ambiente de pessoas activas e responsáveis.
A solidez dos valores familiares ali presentes era espantosa. Mesmo entre nós, os inquilinos, reparei que tínhamos como eixo central da existência as nossas queridas famílias. Contávamos as tradições de cada casa, conhecíamos novas realidades, enfim, éramos um grupo fraterno de seres humanos.
A aprendizagem técnica durante os dias de estágio foi muito importante. À medida que o final se aproximava, senti a necessidade vital de regressar. Foi com enorme alegria que recebi, na última semana, dois convites: um da parte da família, que pôs a casa à minha disposição; o outro da parte dos meus colegas que me proporcionaram uma excelente formação e me aconselharam a voltar a França para um internato de um ano. O carinho demonstrado por todos comoveu-me. Há muito tempo que não me sentia tão bem.
RM